Wednesday, March 1, 2017

Desafio Março Mulher, Março Pai

Foto de Lwsinha MC

Celebrando os dois ou o símbolo de cada um nas nossas vidas, na nossa sociedade, desafiemo-nos a escrever três textos, em três semanas. Celebremos com um texto para o dia da mulher angolana (Dia 2), um no dia internacional da mulher (Dia 8) e um para o dia do pai (Dia 19). Partilharemos os textos nas nossas páginas do Facebook usando as etiquetas #marçomulhermarçopai #marçomulher #marçopai.


Friday, January 27, 2017

Seis (6) anos de estrada

Com esse #bolodechocolate, #chocolatecake ou #schokokuchen, celebramos o 6 aniversário do D&P (Instagram: @dandp.da.lwlw). Seis anitos de muitos textos, muitas descobertas, muito crescimento, muita gratidão, apesar de ainda não have um livro da Lwlw no mercado. Mas, deixa-me contar-vos que o "Caneta Clarita™" já esteve bem próximo de sair... Quem sabe esse ano. 

Quero agradecer à quem me acompanha nessa jornada. Tu que lês o que aqui deixo, que me deixa algumas palavras de força, que critica de forma construtiva e ajuda-me a seguir essa o caminho, muito grata me sinto pela tua presença e voto de confiança!

Desenho de Lwsinha MC

Wednesday, April 20, 2016

Memórias- 1 de 100

Era o último dia de verão, a Larissa continuava a sonhar com o que podia ter sido dos últimos dias. Que burra fui, pensou, deitada na cama aos pés da irmã mais velha. Jarissa foi mais ousada. Para ela, essas foram as melhores férias que passara distante dos pais. Recordava-se dos momentos vividos documentados mas páginas do seu diário.

E lá vai 1 de 100 dias de #memórias para o #the100dayproject

Desenho de Lwsinha MC

Saturday, March 12, 2016

Realidade de uma mãe...

... Com rabiscos de nostalgia ao ver os seus filhos crescer. 

Disse-me a minha mãe no outro dia, enquanto planeavamos a minha festa de aniversário, que ela estava contente que eu fazia anos. Mas, disse que estava triste que eu estava a crescer muito rápido. 
- Como é que pode ser rápido se já passaram 11 anos? Perguntei-lhe.
Ela diz que sente saudades de usar-me como peso nas pernas para fazer exercicios, levantando-me para o ar e ouvir-me sorrir. De preparar o meu banho e eu correr sem pressas de sair da água. Diz que sente já não poder levar-me às costas e correr comigo pelos parques; se hoje faço ela reclama com dores nas costas por dias. 
Segundo ela, a fada madrinha, o pai natal e o coelhinho da páscoa vão reunir-se daqui há algum tempo para decidir quem fica e quem
já não tem trabalho por esses lados do mundo. Estava triste a minha mãe; molharam-se-lhe os olhos e abraçou-me. Não sabia ajuda-la. Não podia mudar nada. 
- crescendo ou não, eu vou ser sempre teu filho, mãe. Disse-lhe e afastei-me para brincar com a minha irmã. Ela não se juntou para brincar connosco.  Ficou sentada a olhar para nós, tão distraida que deixou queimar o arroz para o jantar.
- Yay! Celebrei. Agora podemos chamar pizza, mamã. Disse-lhe.
- Pois, pois, vontade nunca te faltou para comer uma pizza. Respondeu agarrando-me no cafrique a brincar. Liga para eles e pede que tragam à casa.
- liga eu?
- Não foste tu que disseste que já tens quase 11 anos?
- Obá! Gritou a minha irmã ao aperceber-se que a minha mãe aceitou que comamos pizza, mesmo que ainda não seja sexta-feita.

Wednesday, March 2, 2016

Wednesday, February 3, 2016

Entrevista~ Joe D'Almeida

O nosso 7o entrevistado, é Joe D’Almeida, o primeiro homem para essa rubrica onde entrevisto novos autores angolanos no mercado. O D&P escolheu-o por ter já um livro no mercado desde Agostoa de 2015.

Oi Joe! Agradeço ter aceite o convite de participar dessa rubrica.

Diga-nos porque é a poesia e não outro género de escrita? Quando é que começou essa relação?

Faço poesia desde os meus 13/14 anos, tive uma professora brasileira nessa altura que foi fundamental no aprendizado e maturação que fui adquirindo ao longo dos anos.

Comecei a escrever um romance em 2003, em Lisboa, já tem um número considerado de capítulos mas há anos que não o toco e espero terminá-lo ainda este ano.

Estou curiosa por conhecer o romance e finalmente ter a cópia do meu "Entre Sátiras e Amores" em mão.

O que é que o influenciou a começar a escrever? Quem e o que é que o influenciou escrever?

No início da adolescência, na altura dos famosos diários, muito em uso pelas meninas na altura, pediam-me que escrevesse coisas bonitas e foi nessa altura que fui notando algum jeito pra enfatizar e dar vida às palavras.

Uma professora brasileira, de nome Elba, incentivou-me a dar importância à poesia e a estudá-la, acima de tudo.

Mas, vamos lá ao assunto do livro publicado. Quando e como é que iniciou o projecto para o livro “Entre Sátiras e Amores”?

Via o jornal O Pais
O manuscrito original com o título " Entre Sátiras e Amores" já o tenho desde Julho de 1998. Em 1999 tive uma reunião com o escritor Dario de Melo e o empresário Nuno Fernandes, patrono da Executive Center, no sentido de recolher destas duas figuras os conselhos necessários para a materialização da obra. Pediram-me que a maturasse mas mostraram-se contentes com o trabalho.

Só agora, em 2015 surgiu o momento certo, com o prestimoso apoio público do escritor angolano Sousa Jamba, a incansável ajuda do jornalista e escritor angolano Luis Fernando que tudo fez para que a minha poesia fosse editada, o patrocínio à distância de um ser incrível, Luciano Martins, patrono da empresa angolana Socimerca Lda, o profissionalismo do assistente editorial da Mayamba Editora, Lourenço Mussango, e claro, do envolvimento pessoal do editor e fundador da Mayamba Editora, Doutor Arlindo Isabel.

Qual é a mensagem que quer que os seus leitores tirem do livro “Entre Sátiras e Amores”?

A minha mensagem é de amor, de paixão pela literatura angolana mas sobretudo de que os meus escritos sejam lidos e percebidos em detrimento da sublimação ao meu nome ou à minha imagem.

Quais eram os seus títulos/livros favoritos quando criança e quais são os seus favoritos hoje?

Quando criança era (e continuo a ser) apaixonado por obras de poetas angolanos, das quais destaco Sagrada Esperanca de Agostinho Neto. Sou um eterno admirador de Lusíadas, de Luis de Camões.

Aprecio em igual medida as obras de Fernando Pessoa. Em Angola, actualmente, sou admirador confesso da poesia da talentosíssima escritora Katya dos Santos, dos trabalhos magníficos do Luis Fernando e também da versatilidade literária de Divaldo Martins.

O que é que o inspira a escrever os seus poemas? Qual é o seu processo e com quanta frequencia escreve?

Inspiro-me em várias coisas, depende sempre do estado de espírito. Há momentos em que sonho com a poesia, é algo mágico e que me mantém vivo. Escrevo com alguma frequência, passo horas a corrigir alguns poemas e a reinventar processos.

Com esse primeiro livro, que obstáculos encontrou para o ver publicado no mercado angolano?

Pra ser sincero, nunca pensei que a sorte quisesse alguma coisa comigo ou sequer soubesse da minha existência. Este livro foi bafejado pela sorte.

Voltaria a publicar um livros da mesma forma?

Sim, voltaria a publicar outro livro da mesma forma. Tive o apoio de muita gente e isso não tem preço, como por exemplo o incansável apoio do Clube do Livro RRIDMI em todo o processo. As redes sociais, sobretudo o Facebook, foram fundamentais neste processo.

Para além de escrever, o que mais ocupa o seu tempo?

Para além de escrever trabalho, sou pai, marido, enfim, a minha vida é deveras preenchida.

Joe, agradeço uma vez mais pelo seu tempo e partilhar comigo (connosco) um bocadinho do trabalho que faz! Esperamos o melhor para os seus projectos, ou nos seus afazeres, e que possamos ver mais trabalhos seus pelo nosso mercado. Estou encantada e agradecida pela partilha. Deixou a sensação de que nos tivéssemos sentados num café qualquer numa esquina de uma cidade velha (se calhar a nossa Luandina) para essa entrevista.

Foto partilhada com a autorização do Joe D'Almeida
Agradeço do fundo do coração pela oportunidade que me dão em falar um pouco sobre mim, sinto-me realmente lisonjeado pelo convite que mo foi formulado e faço votos de que mais pessoas tenham acesso ao meu livro e desfrutem da minha poesia.

Aonde é que os interessados poderão saber mais sobre o Joe e os seus trabalhos ou outros projectos? Tem um blog, site, instragram ou página no Facebook?

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Instagram~ @joe_poetry

 Parabéns pelo seu livro!

Um abraço carinhoso e votos de infindáveis bênçãos.