APRENDI...


APRENDI que, não vale a pena apenas dizer que escrevo, tinha mesmo é de escrever. Por isso todos os dias escrevo um bocadinho…
APRENDI que ideias surgem-me a todos os momentos do meu dia. Quando escrevi alguns poemas há uns 10+ anos atrás, fazia quase como uma forma de voyeurismo, inspirando-me do que ouvia em conversas poucos discretas no metro, sala de aulas, ou a ver algum programa televisivo. Hoje, inspiro-me em posts no Facebook (o que o meu marido chama de diários no aberto), entre conversas e observações, nas minhas caminhadas com os miúdos e até mesmo em sonhos. O importante é apontar cada ideia sempre que ela surja.
APRENDI que algumas das minhas ideias foram tão espontâneas como pegar caneta/lápis e papel para escrever a qualquer momento, como esse post. Mas há aquelas ideias que perseguem-me e ficam comigo por dias, como a das "crónicas dum bubu...", as "inspirações ciumentas", a "amizade no livro", "coração vazio"… Para quase todas as ideias que tenho, ponho pelo menos alguma coisa em papel.
APRENDI que escrevo bem com música, uma forma de bloquear o mundo ao meu redor e entrar para a minha mente, o lugar aonde consigo criar.
APRENDI que um só bloco de notas não é o suficiente, pois nem sempre tenho algum ao alcance. Dai que recibos, velhos desenhos dos meninos, revistas, etc, são o meu canvas; e o mesmo é verdade para as minhas criações de roupas/sapatos.
APRENDI que apesar de ter documentos que pareçam finalizados, é ver desenvolver no papel qualquer estória que dá-me mais satisfação. As correcções, mudanças e redescobertas de um novo rumo à estória, demonstra, prà mim, que o trabalho poderá estar sempre em progresso.
APRENDI que as vezes tenho de ser realista e quando algo não soa bem eu descarto-me, pondo-o de parte por algum tempo. Como disse, as coisas podem ganhar outra perspectiva. Por exemplo, os contos: inspirações ciumentas, coração vazio e o envolvida sofreram uma digressão. O primeiro estava prà ser (e ainda farei essa versão) para meninos até aos 10 anitos e acabou por ser para adolescentes. O envolvida iniciou com um tom relaxado e ameno e levou um ritmo completamente diferente, oito anos mais tarde.
APRENDI a não ter pressa de publicar. Quero muito ter já algo publicado, mas tenho crescido e aprendendo muito e tenho muito que continuar a aprender. Quando menos esperar terei mais de um livro no mercado. 
APRENDI que ao sentir "terminado" um trabalho, eventualmente critico-o. Como não tenho nada publicado acredito que esse processo seja contínuo, como mencionei antes.
APRENDI que já tenho leitores fieis aqui e do "outro lado", ainda que constitua apenas um grupo de +/- 10 pessoas, a quem agradeço a paciência e força nessa jornada, que até aqui tem sido uma redescoberta.
APRENDI a aceitar a crítica ao meu trabalho como oportunidade de crescimento…

Comments

  1. hmm, boas lições. Aprendi também ao lê-las e revi-me em algumas. Li o post todo a sorrir :-)

    ReplyDelete
    Replies
    1. E deixas-me sorridente com o teu comentário, Yema. Obrigada por seres uma das fiel visitas que recebo!

      Delete

Post a Comment

Popular Posts